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sexta-feira, 3 de março de 2017

detalhes tão pequenos...

Após depoimento de Marcelo Odebrecht, Planalto vê risco real a Temer se chapa não for dividida 

Painel da Folha

Tudo ou nada 

Após o depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral, o Planalto passou a ver a separação da chapa Dilma-Temer — ou, ao menos, da responsabilidade sobre as contas — como única maneira para que o presidente se salve. A avaliação é a de que a fala, respaldada pela homologação da delação no Supremo, é suficiente para a cassação do mandato caso a corte decida pela unidade da chapa presidencial. Em caso de separação, a aposta é a de que o presidente ainda pode sobreviver.

Falou e disse 

O depoimento também deu peso maior à fala de Alexandrino Alencar, na próxima semana. Odebrecht confirmou que as negociações de doações à chapa para cooptar apoio à aliança foram encabeçadas pelo ex-subordinado no grupo.

Tal qual 

Ao negar o habeas corpus de José Dirceu na semana passada, o Supremo emitiu maus sinais a Eduardo Cunha. Edson Fachin não deu seguimento ao pedido do petista porque, depois dele, Dirceu acabou sendo condenado pela Justiça Federal.

Tempo ao tempo 

Se o pedido de Cunha só chegar ao STF após uma provável condenação no primeiro grau, a corte pode tomar decisão semelhante — caindo por terra a possibilidade de que o ex-deputado ganhe a liberdade.

O ano começou 

A PGR trabalha para apresentar a segunda Lista de Janot já na semana que vem. Avalia que o caminho mais simples para a abertura de inquéritos é o STF autorizar o procurador-geral a redistribui-los às instâncias judiciais competentes.

Segunda via 

Caso Fachin decida ele próprio quais casos vão para tribunais superiores ou para a primeira instância, além de alargar prazos, pode haver vazamentos e questionamentos, aposta um juiz envolvido na Lava Jato.

Inovação 

Aliados de Fernando Pimentel torceram o nariz para a decisão do STF de adiar o julgamento sobre a exigência de licença prévia para que governadores sejam processados no STJ, abrindo brecha para a formação de maioria na próxima sessão.

Mágica 

Para o líder de Pimentel, deputado Durval Ângelo (PT), a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, fez uma “alquimia regimental” ao adiar a sessão. O rival Gustavo Corrêa (DEM) aposta que o governador “estará afastado até o meio do ano”.

Dois em um 

A possibilidade de Romero Jucá assumir a liderança do governo no Senado fragiliza outro front do Planalto: as tão frequentes medidas provisórias de Temer. O governo precisa instalar todas as comissões pendentes já na próxima semana.

Camisa 10 

A saída de Aloysio Nunes do posto desagradou parte da equipe do Planalto. Auxiliares de Temer lembram que o tucano não perdeu uma como líder no Senado. Em time que está ganhando não se mexe, desabafa um palaciano.

Herança 

Airton Sandoval deve a Orestes Quércia, morto em 2010, a vaga de suplente de Aloysio Nunes com a ida do tucano para o Itamaraty, o peemedebista assumirá sua cadeira no Senado.

Troca com troco 

Quando Quércia decidiu abrir mão da campanha para se tratar e declarou apoio a Aloysio, fechou acordo para que Sandoval, seu segundo suplente, fosse o vice do tucano.

Oferta alta 

À medida que avança a negociação do governo com os deputados para a reforma da Previdência, cresce o discurso na oposição de que a proposta veio com gordura para agradar o mercado e ser queimada depois.

Para investidor ver “Aí vão dizer que fizeram o possível”, cutuca Paulo Teixeira.

Meu chefe é demais 

João Doria se cercou de auxiliares-admiradores. Fábio Lepique diz que, se o prefeito fosse o organizador do Oscar, o anúncio equivocado do melhor filme não teria ocorrido.

TIROTEIO

Acho inconstitucionais tanto a exigência de autorização quanto o afastamento automático. O STJ deve justificar a necessidade ou não.

DE LUÍS ROBERTO BARROSO, do STF, ao defender que o STJ processe governadores sem aval das Assembleias, mas diga se o político deve ou não ser afastado.

CONTRAPONTO

Quantas notas, maestro?

Na cerimônia do início do ano legislativo, ainda no começo de fevereiro, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, aguardavam do lado de fora do prédio do Congresso para entrar pelo tapete vermelho que é estendido nas sessões especiais.

Enquanto a dupla esperava, ao lado de outros políticos, um pequeno grupo que não reunia mais de dez pessoas começou um protesto barulhento.

Avistando a banda dos Dragões da Independência ainda em silêncio, Maia brincou com os colegas:
— Alguém, por favor, pede para eles tocarem alguma música logo!


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