No ano passado também estive em Cajazeiras para participar dos eventos da Semana da Cidade, e encontrei-me com Frassales, escritor e articulista do Gazeta do Alto Piranhas. Convidou-me ele, então, para darmos um passeio pela cidade para mostrar-me seu crescimento acelerado.
Mostrou-me aquela região onde está localizada a Faculdade Santa Maria e arredores, entramos pela cidade e foi mostrando tudo e comentando o que isso acarretava.
O impacto só não foi maior porque eu já estava previamente informado via imprensa, principalmente o Gazeta do Alto Piranhas, e assinante que sou observo o cenário cotidiano desenhado por articulistas e cronistas desse periódico.
Dessa vez fui sorteado e fui ciceroneado pelo professor Reudsman Lopes, que me mostrou toda essa região que circunda o campus da UFCG. Primeiro fiquei admirado pela estrutura da universidade e sua perspectiva.
Cajazeiras, como polo educacional capitaneado pela UFCG/CZ, não tem volta. Seu crescimento, agregado aos dissabores de violência, drogas, trânsito caótico e falta de pulso político para dar ordenação urbanística à cidade, vai ter que crescer inevitavelmente pelas vertentes laterais, e a generosidade de terreno que circunda a universidade cajazeirense já desponta para a criação de um bairro.
Estou falando de forma real, pois o loteamento ao lado da universidade já foi feito, e já tem até calçamento. Tudo divididozinho em lotes residenciais. Segundo informações que obtive, cerca de noventa por cento dos lotes foram adquiridos pelos professores da universidade, o que demonstra que em breve teremos o chamado Bairro Universitário.
E isso significa o quê? Significa que em poucos anos teremos, com a afixação em definitivo desse professorado em solo cajazeirense, uma geração de cara nova, com um novo espírito banhado pelas águas do Açude Grande, provavelmente já despoluído.é
A própria universidade, com a largueza de terreno próprio, dará margem, ao natural, do surgimento de muitos outros cursos, solidificando a expansão ainda mais daquela região. É só uma questão de tempo.
Não demorará para estarmos falando da “cidade velha”, o centro de Cajazeiras, e a “cidade nova”, região circundante à UFCG/CZ.
Quer queiramos, ou não, é, em definitivo, o progresso. Se é que ele já não chegou há muito tempo.
Eduardo Pereira.

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