Alamanaqueiras: ou não queiras.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estou me sentindo preparada para dialogar com o Estado Islâmico depois de enfrentar a tia conservadora.

   Elika Takimoto

- No meu tempo, não tinha violência...
- Tia, 2ª Guerra! Hiroshima! Nagasaki! 70 milhões de mortos! Escravidão! Empregada doméstica sem direito trabalhista nenhum! Brasil no mapa da fome. Mulher obrigada a ser dona de casa! Isso não lhe parece super violento?!
- Unghf. No meu tempo havia respeito...





- Por qual ditador? Por qual senhozinho? Respeito para a senhora é quando o oprimido obedece de cabeça baixa sem questionar nada?
- No meu tempo, a sociedade não era tão dividida entre homens e mulheres, negros e brancos como está hoje.
- Tia, você só percebeu essa divisão agora quando os menos favorecidos estão lutando bravamente com as ferramentas que têm pelos direitos iguais e, por isso, eles estão te incomodando por ameaçar seus privilégios! Reflita!
- No meu tempo, não tinha essa quantidade de viado...
- Tia, por que em todos os lugares que há mais tolerância ao outro têm mais homossexuais, bis e transexuais?
- No meu tempo, casamento durava...
- E a mulher era propriedade do marido! Recebia até o sobrenome dele! Dependia financeiramente dele! Como ela ia se livrar de um casamento caso estivesse infeliz?
- Isso é prova de amor: mudar de sobrenome. O mundo hoje está tão perdido que outro dia vi uma receita de comida com abacate... abacate com sal, agora veja... dá diarréia!
- Tia, o Brasil é o único país no mundo que come abacate com açúcar!
- Será que o restante do mundo não sabe que abacate na comida dá diarréia?
¬¬
Estou me sentindo preparada para dialogar com o Estado Islâmico depois de enfrentar a tia conservadora.

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