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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

detalhes tão pequenos...

Na Justiça, Moraes pagou diárias de policiais que atuaram na Olimpíada sem autorização 

Painel folha

Fora da curva 

O Ministério da Justiça pagou diárias de 1.000 policiais de São Paulo cedidos à Força Nacional para a Olimpíada do Rio sem autorização formal. Os Jogos e os pagamentos ocorreram em agosto de 2016, mas a cooperação entre a União e o Estado só foi assinada em janeiro de 2017. Segundo técnicos do TCU, o ato, da gestão de Alexandre de Moraes, desrespeita norma do Tesouro que proíbe “efeitos financeiros retroativos” ao convênio e a realização de despesas fora de sua vigência.

Calculadora 

As diárias dos policiais convocados para a Rio 2016 foram de R$ 550.

Orelha em pé 

A Procuradoria-Geral paulista só aprovou o ato ao certificar-se da inexistência, para o Estado, desses efeitos financeiros retroativos. Anotou, no entanto, que eles são “expressamente vedados por lei”.

Outro lado A pasta confirma que os pagamentos foram feitos durante os Jogos e sustenta que, como houve um acréscimo no efetivo cedido pelo Estado, precisou “fazer um aditivo apenas para que a situação se adequasse do ponto de vista formal”.
Avisou os russos A indicação de Moraes para o STF foi precedida de ampla consulta aos principais líderes do Senado. Temer, inclusive, almoçou com Eunício Oliveira. Queria saber se o nome enfrentaria resistências.

Ombro amigo Michel Temer e Moraes, que já mantinham boas relações, aproximaram-se ainda mais em maio do ano passado, quando Marcela Temer teve seu celular hackeado.
Deixa comigo À frente da Secretaria de Segurança paulista, Moraes centralizou a apuração em seu gabinete.

Espinhos O clima de disputa entre ministros do STJ favoreceu a escolha de Moraes. Para Temer, ao apontar um deles, acabaria criando um ambiente hostil com todos os outros candidatos.

Sinal verde 

Em meio à versão de que a indicação de Moraes não agradaria Cármen Lúcia, Celso de Mello telefonou a Temer com elogios ao então ministro da Justiça.

Dois em um 
A ida de Moraes para o STF alivia a vida de Geraldo Alckmin. O ministro era candidato à sucessão do governador em SP, o que podia complicar sua estratégia para atrair apoios em 2018.

Grama do vizinho 

Com a Lava Jato na cola, peemedebistas têm todos os motivos para pleitear o Ministério da Justiça — mas nem ele acalmará a bancada na Câmara. Deputados insistem em uma pasta que sirva de balcão para afagar prefeitos aliados.

Simples assim 

Temer quer tratar a nomeação como uma decisão pessoal, sem incluí-la em cotas partidárias.

De olho 

O PMDB viu o pedido de abertura de inquérito contra seus caciques como retaliação à articulação pelo projeto do fim de sigilo em delações. O texto será tema principal da reunião de líderes do Senado nesta terça (7).

Sem ribalta 

Escolhido para tocar a comissão da reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB-MS) diz que a oposição terá espaço apenas no que for estritamente regimental e que não tolerará “teatralização dos trabalhos”.

Papel principal 

Na batalha para firmar seu protagonismo nas reformas econômicas de Michel Temer, o PSDB fará, nesta semana, em Brasília, um evento para discutir as propostas do governo.

Vem quente

 A ideia do líder Ricardo Tripoli é deixar a bancada “armada” para as discussões que ocorrerão a partir de agora no Congresso.

Central do Brasil

Sensível às cartas que chegavam a Lula, Marisa Letícia conseguiu que, na época das festas, ele não mandasse feliz Natal apenas para outros políticos. Por causa da primeira-dama, o petista enviava cartões também a populares.

TIROTEIO

Lotear os ministérios entre partidos já é um absurdo. Aceitar indicações partidárias para o Supremo é o absurdo do absurdo.

DO SENADOR JOSÉ REGUFFE (DF), que está sem filiação partidária, sobre a indicação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal.

CONTRAPONTO

E vai jogando pro lado de lá…

Um dos convidados da 10ª Bienal da UNE (União Nacional dos Estudantes), que aconteceu na semana passada, em Fortaleza, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) debatia as saídas para a crise no país.

Apresentando-se como pré-candidato a presidente, dizia que “tinha lado” e que “os setores progressistas e de esquerda” serão prioridade em seu eventual governo — o que lhe diferenciaria de Dilma Rousseff.

Na plateia, um estudante interrompeu a fala de Ciro:
— Aqui no Estado o conhecemos muito bem. Mudou de partido seis vezes. Isso só mostra que, de fato, o senhor tem lado na política: o seu!

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