Alamanaqueiras: ou não queiras.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

veja em que tipo de mãos está a imagem, a honra e a dignidade das pessoas neste país.

Auler desmonta o “show” de delegado da PF na “Veja” do “erramos”

Na edição desta semana, Veja abre suas páginas amarelas – cor, como se sabe, próxima do marrom no espectro cromático – para que o delegado Maurício Moscardi, da Polícia Federal, lamente terem “perdido o timming” para prender o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Se a Polícia Federal tivesse um comando republicano, o delegado estaria respondendo a um processo disciplinar, pois não apenas quem decide prender – fora de  flagrantes – é a Justiça quanto pelo fato de que pedidos de prisões não têm timming, mas motivos.
Em seu blog, Marcelo Auler, que foi vítima de uma tentativa de censura deste delegado – que agora se diz arrependido, mas que protagonizou uma burla jurídica para tentar calar o repórter – , desmonta e reduz a poeira tudo o que Moscardi diz à Veja que, claro, não se preocupou em checar ou questionar as contradições do que sua querida fonte falou.
Mas, ao contrário, mostra Auler, “confirmou aquilo que todos suspeitavam: a Operação Lava Jato, no que se refere ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, importa-se menos com provas do que com presunções.”
Levantamento meticuloso, que vale a pena ser lido em todos os detalhes, para que se veja em que tipo de mãos está a imagem, a honra e a dignidade das pessoas neste país.
A ele, modestamente, dou uma singela contribuição: o repórter responsável pela “entrevista” é o mesmo Ulisses Campbell que protagonizou a invasão de um condomínio onde moravam parentes de Lula e noticiou uma falsa megafesta de um sobrinho do ex-presidente. Vê-se, encarnados nele, os critérios de “merecimento” e “seriedade” praticado pela revista.

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