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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O vândalo infiltrado da Veja

Valério Paiva


Em setembro de 1979, no meio da luta para derrotar a ditadura militar, os bancários de São Paulo organizaram mais uma greve em sua data-base com pauta econômica e também democrática. 
A edição da Revista Veja de 19 de setembro daquele ano (já sem ser dirigida pelo Mino Carta, que havia sido substituído pelo José Roberto Guzzo e Elio Gaspari a pedido da ditadura para poderem autorizar um empréstimo para a família Civita e sua Editora Abril), publicou uma reportagem para tentar desmoralizar o movimento. Houve uma radicalização e para "conter" os "baderneiros" e "vândalos" (argumentos usados na ditadura e hoje), a Polícia Militar avançou contra os grevistas no centro de São Paulo.
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Para ilustrar a reportagem tendenciosa e pró-ditadura, a Veja publicou fotos da fachada da sede do Unibanco na Praça do Patriarca tendo seus vidros quebrados. Coisa que essa revista fez anos seguidos e foi piorando com o passar do tempo.

Mas se pararmos para ver com atenção essas fotos de setembro de 1979, percebemos que quem protagonizava essas cenas de vandalismo era nada mais nada menos que Diogo Mainardi, que depois viraria colunista da mesma Veja e nunca foi bancário nem militante de nenhum movimento social. Um vândalo plantado para aparecer nas fotos, e usando relógio Rolex, coisa que nenhum bancário teria condições de ter. 

Coincidência ou infiltração?

Não é de hoje que não devemos confiar na Revista Veja e em seus colunistas.

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