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sábado, 28 de janeiro de 2017

“logo logo esse baralho, homologa esse cascalho”

'Homologa esse cascalho', brada Tom Zé 
Enquanto o País aguarda ansioso pela delação dos executivos da Odebrecht que deve abalar o mundo político, um dos ícones da MPB, o cantor e compositor baiano Tom Zé divulgou na noite desta sexta-feira, 27, a música “Queremos as delações”, feita por ele e pelo compositor Paulo Lepetit.

Mateus Coutinho e Fausto Macedo


“Pessoal, esta canção fiz com Paulo Lepetit pra gente torcer pela publicação das delações, que há quem esteja interessado em esconder”, afirmou Tom Zé em sua página oficial no Facebook. Com 2 min e 58 seg, a manifestação artística criada para pressionar o Supremo Tribunal Federal, responsável por analisar e homologar o acordo de 77 delatores da empreiteira que devem atingir centenas de políticos, conta com um piano ao fundo e a voz de Tom Zé fazendo seu apelo em refrão:

“Queremos as delações, queremos as delações”
“Sim as delações agora, luz, lucidade senhora”
“Queremos as delações, queremos as delações”
“Sim as delações agora, luz, lucidade senhora”
“Estamos pagando por elas vintém a vintém”
“Sofremos com elas do Rio de Janeiro a Belém”
“logo logo esse baralho, homologa esse cascalho”
“logo logo esse baralho, homologa esse cascalho”
“logo logo esse baralho, homologa esse cascalho”


O cantor anunciou ainda em seu Facebook que divulgará o arranjo completo da música na segunda-feira, 30. A postagem de Tom Zé foi feita por volta das sete horas da noite desta sexta, dia em que os juízes auxiliares tomaram os últimos depoimentos que faltavam dos delatores, inclusive o de Marcelo Odebrecht, para que o acordo feito com a Procuradoria-Geral da República possa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é de que a Corte homologue as colaboração na primeira quinzena de fevereiro.

Com a morte do então relator do caso na Corte, ministro Teori Zavascki, no dia 19 de janeiro, a análise da maior delação já fechada até agora ficou a cargo da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que deve redistribuir a relatoria dos processos da Lava Jato na semana que vem. Após a morte de Teori, ela conversou com outros colegas de Corte e até com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e decidiu no começo da semana retomar o cronograma dos depoimentos da Odebrecht que havia sido estabelecido por Teori.

O antigo relator do caso no STF e seus juízes auxiliares dedicaram-se ao assunto nas férias e, com o acidente, o cronograma inicial foi interrompido. Mesmo com a morte do ministro, os auxiliares que atuam em seu gabinete permanecem trabalhando até que o sucessor de Teori assuma e decida sobre a equipe auxiliar.
O acordo de colaboração fechado com a Procuradoria-Geral da República prevê que apenas Marcelo Odebrecht continue na prisão até o fim deste ano. Ao todo, a pena prevista para Marcelo será de dez anos, sendo os dois primeiros na cadeia.

Ele está preso preventivamente por determinação do juiz Sérgio Moro desde junho de 2015, suspeito de pagar propina em troca de contratos na Petrobras. Depois desse período, no fim de 2017, passará a ter direito a progressões gradativas: dois anos e meio em regime fechado domiciliar, dois anos e meio no semiaberto e a última parte no regime aberto.

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