Alamanaqueiras: ou não queiras.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A nossa, a revolução republicana brasileira, começou em junho de 2013. Deu uma trégua em 2014, radicalizou em 2015 e começou a sacudir o mundo em 16.


Renato Caporali

Se alguém ainda duvidava que estamos vivendo um processo de natureza revolucionária - com todos os problemas e potencialidades de um processo do gênero - acho que agora está na hora de olhar o país com olhar menos preconcebido. Um presidente do Senado destituído por liminar, parlamentares sendo agredidos nas ruas, prisões de governantes aos punhados, frentes de investigação descobrindo um submundo submerso a cada semana. Desde que ultrapassei meu estágio de esquerdista juvenil, já não via com olhos edulcorantes os processos revolucionários, pois aprendi a ver que todos trazem em seu seio muita injustiça e problemas novos. 

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Revoluções nunca são apenas positivas, nem nunca só negativas. Há sempre coisas boas e coisas ruins num processo revolucionário. Mas continuei sabendo discernir porque elas se tornam necessárias e mais ou menos onde começam - ainda que eu nem ninguém nunca saiba onde irão acabar.

A nossa, a revolução republicana brasileira, começou em junho de 2013. Deu uma trégua em 2014, radicalizou em 2015 e começou a sacudir o mundo em 16. Sua necessidade está mais do que clara: um estado patrimonialista nunca verdadeiramente atacado, nunca reformado em profundidade, um estado, nos seus três níveis, cuja eficiência não apenas ficou desacreditada, como lembrou a Ministra Carmen Lucia, mas cuja honestidade e responsabilidade não têm mais a menor credibilidade por parte da população.

A ver onde vai dar... Àqueles que temem processos revolucionários, um velho conselho mineiro: quando o sertão pega fogo, prudência e caldo de galinha começam a ser coisas de certo valor. Pode-se saber porque e como começam, nunca como terminam.

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