Almanaqueiras: ou não queiras.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma relação solidária. Semeie esta ideia

Como o Super-Homem vai trocar o collant?
A etiqueta solidária das festas infantis de hoje nos carrega para aventuras imprevisíveis


Eliane Brum - Época

  


O convite do aniversário de João Bolota trazia a seguinte observação: “Não precisa comprar presente. Se quiser, pode me trazer algum brinquedo seu ou fazer um desenho pra mim que já ficarei contente”. Muitas das minhas amigas com filhos pequenos declararam guerra contra o consumismo infantil. É uma tendência entre pais preocupados em não criar shopping-dependentes, que demandam cada vez mais mercadorias antes mesmo de perder os dentes de leite, e estimular uma relação solidária tanto com os amigos quanto com o mundo ao redor e desde cedo ampliado. Já levei sabão em pó em vez de presente, fraldas e leite, que depois foram doados para espaços comunitários devidamente visitados e escolhidos pelos pais dos aniversariantes. Mas João Bolota, assim conhecido porque antes de ser João já era uma “bolota” na barriga da sua mãe, pedia algo ligeiramente diferente em seu aniversário de 3 anos. Acabou nos levando a alguns labirintos internos e externos. E a um Super-Homem preso em seu collant azul. (...)

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