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quinta-feira, 1 de junho de 2017

qual a química que os une?

Aécio articulou para que Perrella chegasse ao Senado

Sergio Lima - 3.dez.2013/Folhapress
Senador Zezé Perrella (PMDB-MG), ex-presidente do Cruzeiro
Senador Zezé Perrella (PMDB-MG), ex-presidente do Cruzeiro
Se hoje Zezé Perrella (PMDB-MG) é senador, deve parte disso à proximidade com Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do Senado no último dia 18.

Aécio articulou para que o ex-presidente do Cruzeiro Esporte Clube se tornasse suplente do senador Senado Itamar Franco, morto em 2011.

O clube é ponto em comum entre os dois. Cruzeirense, Aécio é conselheiro do time.

Ao se tornar senador, Perrella era filiado ao PDT, mas este ano, em meio a outra articulação de Aécio, foi para o PMDB e passou a fazer parte da base de Michel Temer.

Quadros do PMDB mineiro que fazem oposição a Aécio reclamam da mudança e querem a desfiliação. "Em todo o tempo de atuação política, o Zezé nunca esteve próximo ao PMDB", diz Sávio Souza Cruz, secretário-geral da sigla e titular da Saúde do governo Fernando Pimentel (PT).

Delatores da JBS afirmam que entregaram R$ 2 milhões, a pedido de Aécio, a um primo do senador. O dinheiro teria sido depositado na conta de uma empresa de Perrella.

O senador peemedebista disse que nunca teve contato com pessoas da JBS e que o sigilo bancário de suas empresas e dos seus filhos está à disposição da Justiça.
Aécio diz que sua relação com Joesley Batista, dono da empresa, é "estritamente pessoal" e que tem "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

A família Perrella já havia se envolvido em outro escândalo em 2013, quando a Polícia Federal flagrou o transporte de 445 kg de pasta-base de cocaína em helicóptero pertencente à Limeira Agropecuária, empresa do ex-deputado Gustavo Perrella, filho do senador.

A PF descartou a participação dos Perrella. O piloto da aeronave, que ocupava cargo de confiança na Assembleia Legislativa de Minas por indicação de Gustavo, se tornou réu por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Em escuta flagrada pela Polícia Federal, Perrella fez piada a Aécio sobre o episódio. "Eu sou muito agredido até hoje por causa do negócio do helicóptero, sabe Aécio? Eu não faço nada de errado, eu só trafico drogas", disse, provocando risadas.

Em mais de uma ação, o Ministério Público de Minas Gerais tem acusado a família de Perrella de ter sido beneficiada durante durante a gestão de Aécio no governo de Minas –entre 2003 e 2010– e de seu grupo –até 2014.

Em uma, diz que a Limeira Agropecuária, que era de Zezé Perrella até 2009, foi contratada sem licitação causou prejuízos ao Estado.

A Justiça ainda vai avaliar se aceita a ação, mas em decisão provisória bloqueou os bens dos acusados.

Outra diz que um irmão do senador, Alvimar Costa, participou de cartel que burlava licitações de fornecimento de alimentação em presídios.


O advogado de Perrella, Sérgio Rodrigues, afirma ter encomendado laudo que comprova que não houve prejuízos. A reportagem não localizou a defesa de Alvimar. 


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