Alamanaqueiras: ou não queiras.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

centenário do poeta maior das cajazeiras floridas e perfumadas.

Cristiano Cartaxo, o poeta maior

Cristiano Cartaxo Rolim nasceu em Cajazeiras, Paraíba, a 6 de agosto de 1887, como consta do assentamento de seu batizado, mas seu aniversário vem sendo comemorado a 7 do referido mês, por decisão sua, dado que tem curiosa preferência por este número.
Filho do boticário Higino Gonçalves Sobreira Rolim e de Ana Antônia do Couto Cartaxo (Mãe Nanzinha), descende das famílias fundadoras de Cajazeiras – Albuquerque, Rolim e Cartaxo.
Iniciou os estudos em sua terra natal.  Mais tarde deu continuidade, cursando, sucessivamente, as Faculdade de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, em busca de um diploma de farmacêutico, conquistando-o, afinal, em 1913.
Regressando a Cajazeiras, dedicou-se às atividades de sua profissão, dirigindo, por muitos anos, a tradicional farmácia que herdou do pai.

Participou da vida pública de seu município como Vereador, Vice-Prefeito e Prefeito Municipal. E pode-se dizer sem exagero que, de muitos anos a esta data, não houve iniciativa visando ao progresso de sua terra que não merecesse sua integral e apaixonada adesão. Como, ao contrário, sempre reagiu, corajosa e estoicamente, aos planos que comprometiam a tradição e o bom nome da terra de seus maiores. Idealista dos mais puros, não poderia por isso mesmo deixar de sofrer, nas atividades da vida pública, amargas decepções, sabido que a política vem sendo dominada, especialmente de último (1957), pelos  “pavões que não têm escrúpulos nem ética”…
Pelo espaço de mais de quarenta anos vem dando excelente contribuição ao ensino secundário, normal e técnico, no labor do magistério, como professor do Ginásio Salesiano Padre Rolim, da Escola Normal, dirigida pelas Irmãs Dorotéias, e da Escola de Comércio da cidade, da qual é, atualmente (1957), Vice-Diretor.
Nome dos mais expressivos dos meios intelectuais da Paraíba, não quis, por exagerada modéstia, ocupar uma das cadeiras da Academia Paraibana de Letras, quando convidado pelo saudoso beletrista Cônego Matias Freire. A sua vasta e excelente produção poética andava esparsa pelos jornais e revistas da Paraíba e do Ceará até que seu genro, Mozart Soriano Aderaldo, lembrou-se de reuni-la ao ensejo das comemorações de seus 70 anos. Posteriormente, após sua morte, seus familiares publicaram um 2º livro: A MUSA QUASE TODA.
Nascimento: 06.08.1887  – Cajazeiras-Paraíba (Mas comemorava no dia 7. Superstição. Seu número de sorte)
Morte: 29.08.1975 – 88 anos. Totalmente lúcido. Parada cardíaca.
Respirava poesia… e sua poesia recendia a Amor.

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