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domingo, 22 de janeiro de 2017

a revelação de que um dos caminhos preferenciais para a lavagem de dinheiro arrecadado por propinas era o das joalherias de alto luxo

Todos os caminhos levam à joalheria Antonio Bernardo

Marcos Pedlowski



Uma das maiores revelações de todo os escândalos que cercam a crise (seletiva) financeira que se abateu sobre o Rio de Janeiro foi a revelação de que um dos caminhos preferenciais para a lavagem de dinheiro arrecadado por propinas era o das joalherias de alto luxo, algumas beneficiárias da farra fiscal comandado por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Dentre as joalherias identificadas como participante de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro foi a Joalheria Antonio Bernardo que teria criado até um esquema de contabilidade paralelo para dificultar a identificação de clientes como Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.

Mas não é que com a trágica morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, descobrimos que a Joalheria Antonio Bernardo também tinha uma conexão com o caminho do coração pela figura de Liliana Schneider que seria gerente da loja existente na Barra da Tijuca, mais precisamente no Barra Shopping.

Agora, me digam, não é mesmo muito estranho que tenhamos esta revelação apenas depois da morte da Zavascki? Para mim, no entanto, é interessante notar que o ministro Zavascki estivesse ligado pela amizade e pelo coração a pessoas com ligação direta com a operação Lava Jato qual ele era o relator no âmbito do STF, como já era o caso do empresário Carlos Alberto Fernandes Figueira.

Alguns poderão dizer que não se escolhe quem se ama a partir do local onde a pessoa trabalhas, mas como Liliana Schneider trabalha na Antonio Bernardo há 17 anos, não haveria como ela não saber do esquema implantado na empresa para fazer a lavagem de dinheiro pelo menos para Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, mas sabe-se-lá mais quem. Daí que em nome da insuspeição de suas decisões, Zavascki deveria ter aconselhado a namorada a procurar outro emprego após as conexões entre a empresa e o casal Cabral apareceram na imprensa.

E não me venham dizer que o que acontece na intimidade das pessoas não é importante para o que elas fazem profissionalmente. É que diante do quadro político e econômico criado pela operação Lava Jato, essa opção simplesmente não serve como escusa para garantir a isenção de Teori Zavascki. E, repito, o mais lamentável é que só saibamos das conexões pessoais dele após sua morte, pois ele não está mais aqui para oferecer as devidas explicações.

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