Alamanaqueiras: ou não queiras.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

a morte matada da ideia de gestão pública da cultura no Brasil.

  
Luiz Antonio Simas

Só um lembrete para a turma da cultura que acha ser possível criar as famosas "pontes" com o governo Temer, aceitando negociar (e portanto reconhecer) com os partícipes de um evidente convescote de bandidos da pior espécie: as despesas com a Cultura, ao contrário da saúde e da educação, não são obrigatórias; são discricionárias. Para manter - ainda que criminosamente estagnadas - as despesas obrigatórias com educação e saúde, o corte das despesas discricionárias tende a ser, com a PEC 55, devastador. Podem simplesmente esquecer qualquer ideia de gestão pública da cultura (eu entendo gestão pública da cultura como um conjunto de ações, a partir do protagonismo dos territórios, estimuladoras das práticas inventivas e cotidianas da população que não atendem aos interesses imediatos do mercado).

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A grande queima de livros em Berlim

A dupla dinâmica PEC 55 e Roberto Freire (quem começou a desmontar a possibilidade de se pensar o MINC com algum protagonismo, infelizmente, foi Marcelo Calero - seduzido pelo canto de sereia do poder e que não pode dizer que acreditava nas boas intenções da turma do PMDB, já que sabia onde estava se metendo) representará a morte matada da ideia de gestão pública da cultura no Brasil.
Segue o barco.

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