Alamanaqueiras: ou não queiras.

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Artrópodes articulando.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar/ Que tudo era pra sempre/ Sem saber que o pra sempre sempre acaba"


Flávia Oliveira

TÁ TUDO ASSIM, TÃO DIFERENTE

Eu sou de um tempo em que os oráculos políticos recomendavam que presidentes da República, governadores, prefeitos aproveitassem períodos de alta popularidade, caso dos inícios de mandatos, para promover ajustes, tomar medidas amargas. Seria oportunidade de ouro, para o líder que teria algum capital político a perder. 

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Pois nesta segunda-feira, 21 de novembro, assisti a Nizan Guanaes ser aplaudido na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico defendendo exatamente o oposto. Ele disse textualmente que Temer deve "aproveitar sua impopularidade para fazer as reformas de que o país precisa". Subverteu o livro-texto num momento absolutamente delicado. 

Ninguém desconhece a necessidade de reformas - da Previdência, em particular. Mas o país está polarizado, mergulhado na recessão. Há centenas de escolas ocupadas Brasil afora. A popularidade do presidente beira um dígito e uma denúncia de tráfico de influência ameaça o ministro da Secretaria de Governo, núcleo duro do Planalto. 

Em vez de propor o debate democrático, a defesa didática e honesta da necessidade de reformas, um plano de comunicação eficiente com a sociedade, o conselheiro sugere que o governo pise fundo no acelerador da impopularidade.

É gasolina na fogueira. É nitroglicerina pura. 

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