Alamanaqueiras: ou não queiras.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

corta essa, bicho.

Muitas emoções 

Ruy Castro 

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Uma notícia circulou há dias sem o destaque merecido. Tratava da vitória nos tribunais do empresário Roberto Carlos Vieira, de Vila Velha (ES), contra o cantor Roberto Carlos, que tentou — e conseguiu, por mais de um ano — impedi-lo de manter uma corretora imobiliária com seu nome na cidade e o levou à falência. Roberto Carlos, o cantor, também tem uma imobiliária, chamada Emoções, e a marca "Roberto Carlos" está registrada para inúmeros fins, inclusive neste ramo. Donde, para o cantor Roberto Carlos, nenhum outro Roberto Carlos pode vender quase nada no Brasil com esse nome.

Infelizmente para Roberto Carlos, o país está cheio de Robertos Carlos. Muitos, por sua causa. Não é o caso de Roberto Carlos Vieira, que tem 55 anos e, quando nasceu, em 1961, o cantor era um anônimo que rondava as boates cariocas pedindo emprego. As mães ainda não batizavam filhos com seu nome. E Roberto Carlos Vieira foi chamado assim porque seu pai, Antonio Carlos, deu parte de seu nome a todos os filhos – Renato Carlos, Ronaldo Carlos, Roberto Carlos – e até à sua filha, Roseana Carla.

O processo movido por Roberto Carlos cantor obrigou Roberto Carlos corretor a retirar seu nome de sua própria empresa – ou a pagar a multa diária de R$ 1.000 enquanto não fizesse isso. Obrigou-o também a remover as placas espalhadas por Vila Velha, o site na internet e as páginas nas redes sociais. Ao virtualmente desaparecer, o empresário quebrou. Só lhe restou fazer bicos para continuar pagando a faculdade das filhas e o tratamento de câncer de sua mulher.

Agora, a Justiça de São Paulo julgou improcedente o caso e devolveu ao corretor o direito de se chamar Roberto Carlos e vender imóveis ao mesmo tempo. Além disso, condenou o cantor a pagar as custas e os honorários do processo.

São muitas emoções.



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