Almanaqueiras: ou não queiras.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

uma sofrência só.


Wilson Gomes

A esquerda andava carecendo tão desesperadamente de ver "povo nas ruas", que vibrou com as manifestações deste fim de semana como se esta fosse a partida de volta do campeonato político, e tivessem acabado de meter uma goleada na turma do impeachment que os vencera de forma humilhante na semana passada. Não estou tão certo assim de que o time que ganhou no domingo tem as mesmas cores do que perdeu no início da semana passada, mas como não gosto de destruir ilusões alheias, não digo é nada.

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A direita está tão insegura da legitimidade dos seus feitos recentes, e anda tão desesperada na busca de legitimação "a posteriori" do que andou aprontando, que não lhe resta que voltar ao vocabulário e aos valores de viúva da ditadura para desqualificar as manifestações que voltaram a aparecer: são só baderneiros, desordeiros, vândalos, a serem punidos, com mão de ferro, pelas "forças da ordem". Consta que Michel está compondo um forró elétrico, no padrão "sofrência", chamado "Volta para as ruas, Kim, e diz que o povo me ama". Parece que Wesley Safadão se recusou a cantá-la porque a achou melosa demais. Deve estar certo.
Boa semana, companheiros de viagem.

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