
Fernando Molica
AÉCIO, GILMAR E O FIM DAS AÇÕES DO PSDB CONTRA A CHAPA DILMA-TEMER. Alguns setores da política brasileira parecem jogar por música, tamanha a afinação que demonstram. Desta vez, a sincronia - coincidência, claro - é entre o senador Aécio Neves (PSDB) e o ministro Gilmar Mendes (Gilmar Sempre Ele Mendes, como diria o querido amigo Ancelmo Góis).

A Globonews divulgou há pouco que Mendes determinou que seja enviado ao TSE o processo no Senado que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff.
Segundo a repórter, o tribunal vai avaliar se a condenação não gerou a perda do objeto das ações do PSDB que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer. Neste caso, a ameaça que paira sobre Temer iria pelo ralo e os processos seriam mandados para o arquivo.
Ontem, na entrevista que foi manchete do 'Globo', Aécio cantou essa mesma pedra que pode levar ao fim dos processos (quando li, achei a declaração meio esquisita).
Ao responder sobre os processos no TSE - a repórter Júnia Gama perguntou se as responsabilidades de Dilma e de Temer deveriam ser separadas -, o senador disse:
"Não sei fazer esta avaliação. Há pessoas que avaliam que ele não tem essa responsabilidade. Alguns diziam que os efeitos cessariam no momento do afastamento da presidente."
A solução acabaria com um paradoxo vivido pelo PSDB, que integra um governo que tenta derrubar na Justiça.
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