Cinco Pontos Chaves
1) O Procurador Bozobon, ao lado do Dalagnol, disse realmente que não havia "prova cabal", o que significa na prática insuficiência de provas. Mesmo assim, o Ministério Público pode apresentar denúncia, mas nos autos do processo e não fazer aquele espetáculo grotesco. Cabe à imprensa divulgar e não ao M. P.
2) Só três acusações foram feitas: o apartamento de Guarujá - que não está registrado em nome de Lula - o transporte de móveis pago pela empreiteira e o dinheiro recebido por palestras. Do ponto de vista jurídico, retirando o discurso político, a denúncia é tecnicamente muito fraca.
3) Enquanto prioriza denunciar a corrupção de Lula, o Ministério Público ignora denúncias já recebidas pela Lava Jato sobre a mega corrupção do PMDB, PP e outros partidos. Por exemplo, os 50 milhões que Sérgio Cabral recebeu na obra do Maracanã, os não-sei-quantos-milhões que recebeu na obra do Complexo Petroquímico de Itaboraí etc.
4) A seletividade é uma decisão política. O único Governador investigado pela Polícia Federal é o Governador de Minas, do PT. Todos os outros são santos. O Governador do Paraná, Richa, do PSDB, coleciona diversas acusações de corrupção. Não estão preocupados em investigar. Priorizar a corrupção do PT - que realmente existiu - está sendo usado como manobra de diversificação para camuflar a corrupção do PMDB e proteger o governo Temer.
5) Se a Lava Jato não prender Eduardo Cunha, vai se desmoralizar. E se prender, ele vai certamente estremecer o governo com suas declarações. Se a barra pesar muito, o plano B é empurrar com a barriga até ano que vem quando poderia haver eleição indireta do Presidente pelo Congresso.


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