Volta e meia eu ressalto aqui a diferença entre as posturas de Temer e de Itamar durante os processos de impeachment que os levariam ao Planalto. Ao contrário do atual presidente, o então vice de Collor manteve uma postura discreta, não conspirou - pelo menos, não o fez abertamente.
Fernando Molica

Ontem, um amigo me mostrou o livro 'O real Itamar', de Ivanir Yazbeck. O trecho selecionado mostra como ele reagiu a uma das etapas do afastamento do presidente - consciente da gravidade daquele momento, ele mandou que fosse retirada da sala uma garrafa de champanhe levada por um assessor para comemorar a provável ascensão do chefe à Presidência.

Vale comparar o trecho do livro com a foto do Temer durante a sessão da Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment.
A diferença de comportamento ajuda a entender a aprovação imediata do Itamar e as dificuldades enfrentadas por Temer na tentativa de conferir legitimidade à sua chegada ao poder.
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