
Fernando Molica
Arrisco dizer que passaremos por um período de maior radicalização da luta política. Diferentemente do que houve no caso Collor, agora houve uma divisão clara entre esquerda e direita/centro, grupamento este que demonstrou ter 75% dos votos no Senado.O impeachment de Dilma revela o esgotamento, pelo menos temporário, da estratégia da esquerda (centro-esquerda, no caso do PT) de buscar alianças com setores mais conservadores. Lógica que facilitou sua ascensão e sua queda.

Agora, jogo jogado, não será fácil para o Lula, eventual candidato em 2018, lançar uma versão da Carta aos Brasileiros que inclua uma parceria com os setores que o PT chama de golpistas. Será complicado justificar coligações com aqueles que tiraram o partido do Planalto.
Resta torcer para que as investigações sobre corrupção continuem em todas as instâncias, até para que a roubalheira deixe de minar as diferenças ideológicas.
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