TIPOGRAFIA RIO DO PEIXE

Nos anos cinquenta e início dos anos sessenta em Cajazeiras, funcionava a Tipografia Rio do Peixe, que tinha como proprietário seu Horácio Alves Cavalcante. Ele exercia a função de editor-tipógrafo. Essa tipografia funcionava na Rua Aprígio Sá, número 24. Tinha como tipógrafos os funcionários Gilberto Vilar e Francisquinho Mamedes, que era meu vizinho na Rua Pedro Américo. No atendimento do balcão trabalhavam a Srª Gessy e o jovem Roberto. Meu pai fundou o jornal “O Observador”, que era impresso nessa tipografia, no ano de Mil Novecentos e Cinquenta e Cinco. Certo dia, passando por lá, falei para dona Gessy, que eu tinha vontade de conhecer como era feita a impressão de livros, cadernos, etc. Ela me autorizou e lá entrei. Dentro da tipografia estavam Gilberto e Francisquinho, os dois sem camisa devido ao forte calor que fazia em Cajazeiras, era assim que eles trabalhavam. Fiquei impressionado da maneira com que as máquinas imprimiam as folhas, no vai e vem bem rápido de vários cilindros, passando por cima do papel onde em baixo ficavam localizados os tipos que eram as letras feitas de chumbo. Eu estava admirado com o trabalho de imprimir, grampear e a colagem dos impressos. Com o passar do tempo, devido a modernização, a tipografia foi substituída pela gráfica que hoje tem o sistema de offset. É um dos sistemas mais utilizados pelas gráficas, devido a alta qualidade e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades.
PIRULITO NA TABULETA

Nos anos sessenta, em Cajazeiras, me lembro que aos sábados, nas feiras, os meninos vendiam pirulitos. Os pirulitos eram vendidos em tabuletas com uma média de cinquenta furos em cada uma delas e em cada furo era colocado um pirulito. A tabuleta era pregada na ponta de um cabo de vassoura e era carregada nos ombros. Os pirulitos eram feitos de açúcar queimado em forma de cone, enrolados em papel crepom e enfiados no palito. Os meninos que vendiam os pirulitos gritavam: “Olha o pirulito, enrolado no papel e enfiado no palito”. Nas feiras e bodegas também eram vendidos, um tipo de guloseima infantil em forma de revólver, que também era feito de açúcar queimado. Nós, a meninada, comprávamos e ao pegar nesse "revólver", começávamos a chupar pelo cano, ainda bem que não era de verdade. Me lembro também do Cavaco Chinês. Na minha rua quando eu ouvia o som “tingo lingo tingo”, era o som de um triângulo, e logo vinha o vendedor de cavaco chinês tocando e gritando “Ôiê, o cavaquinho chinês”. Essa guloseima era um biscoito em forma de charuto, que remete o aspecto da casquinha de sorvete dos dias de hoje, era feito de farinha de trigo.
PEREIRA FILHO
Radialista
Rádio Nacional de Brasília
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