CAJAZEIRAS QUASE MEMÓRIA XXII
CARROÇA D'AGUA

Em Cajazeiras quando não existia água encanada, o meio de transporte usado para abastecer a cidade, de água, era através de carroças, carros de chapeado e caminhões-pipa. A água transportada nas carroças, era em tambor de duzentos litros, puxadas por jumentos. A água saia por um cano que era fixado no fundo do tambor e um pedaço de câmara de ar de pneu de bicicleta fazia a função da torneira. O carroceiro desprendia uma liga de borracha bem grossa da ponta do cano e a água saia de jorrada do tambor, onde caia dentro das latas vazias de dezoito litros, daquelas que era transportado o querosene. Já nos carros dos chapeados, eles transportavam a água, que colocavam em seis dessas latas. O caminhão-pipa era utilizado exclusivamente para transporte de água potável ou não e pode ser utilizado para controle de emissão de poeira, de vias e pátios, lavagem de ruas e praças, terraplenagem, irrigação, abastecimento de água potável em condomínios e indústrias. A minha rua (Pedro Américo) tinha uma parte que era subida e o carroceiro quando parava a carroça nessa subida, ele colocava uma banda de tijolo na frente do pneu e outra na parte traseira para a carroça não descer.
DINHEIRO NO ENVELOPE

Me lembro que em tempos passados, os Correios tinha um serviço de remessa de dinheiro que era feito através de envelope. A pessoa ia até uma agência do Correio e lá recebia um envelope vazio, preenchia alguns dados do destinatário, na frente do envelope, tal como nome, rua, cidade, estado, CEP e a quantia em dinheiro que estava remetendo. Esse dinheiro era conferido pelo funcionário do Correio e a seguir, ele colocava dentro do envelope e lacrava. Naquela época, início da década de setenta, eu e meus irmãos Sales, Toinho e Valdin, morávamos de pensão em Brasília. Todos os meses, ao receber o pagamento das empresas as quais nós trabalhávamos, mandávamos para mamãe, em Cajazeiras, parte dos nossos pagamentos para ajudar a ela nas despesas de casa. Por recebermos os pagamentos em dias diferenciados, fazíamos a remessa em dias alternados. No envelope não era permitido enviar dinheiro em moedas. A pessoa remetente pagava uma taxa pelo valor enviado e não pelo peso do envelope. Para dar impressão que eu estava mandando muito dinheiro, eu colocava notas de pequenos valores, fazendo com que o envelope ficasse pesado. Me lembro ainda que naquela época, tinha pessoas que ao lacrar o envelope com carta, passava a língua na margem que continha a cola e se concluía o fechamento do envelope.
PEREIRA FILHO
Radialista
Rádio Nacional de Brasilia
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