O deputado José Aldemir, lembrou que o movimento foi deflagrado no Rio Grande do Sul, pelo então governador Leonel Brizola
Brizola
A Campanha da Legalidade, considerada o maior movimento popular no Brasil desde a Revolução de 30, e que está completando 50 anos, foi o tema da sessão especial realizada na tarde desta terça-feira (06.11.2011), no plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba, proposta pelo deputado José Aldemir (PMDB). O evento contou com várias personalidades paraibanas que participaram ativamente do movimento, a exemplo do senhor Inocêncio Nóbrega.
O deputado José Aldemir, em seu discurso, lembrou que o movimento foi deflagrado no Rio Grande do Sul, pelo então governador Leonel Brizola, numa reação ao golpe dos militares para impedir a posse de João Goulart na Presidência da República, após a renúncia de Jânio Quadros, no dia 25 de agosto de 1961. “A campanha mudou a história política brasileira. A firmeza de Brizola no episódio fez dele um líder nacional e retardou a conspiração da direita que somente se concretizaria no golpe de 64”, ressaltou.
Marcha da legalidade 1961
O dia 26 de agosto, data da Legalidade, faz parte do calendário de lutas do povo brasileiro pelo respeito aos seus direitos políticos, segundo acrescentou o deputado José Aldemir, ao lembrar a bravura dos que lutaram para abortar um complô dos militares. “A Campanha da Legalidade, deflagrada no Rio Grande do Sul, teve reflexos em todo o território nacional. Esse episódio mostra que uma Nação precisa respeitar suas leis, como forma de consolidar a democracia em seu território”, comentou.
A sessão especial contou também com a presença dos deputados Adriano Galdino (PSB) e João Gonçalves (PSDB), da jornalista Marcela Sitônio, presidente da Associação Paraibana de Imprensa, da ativista Paula Frassinete, presidente do Instituto de Previdência do Município de João Pessoa, e de Edmilson Ribeiro, presidente do Comitê da Verdade na Paraíba.
Com reportagem de Walter Nogueira para o portal da Assembleia Legislativa da Paraíba
(Fotos ilustrativas arquivo AC2B).
Pesquisa-net AC2B:
1961 - A marcha da legalidade
Com a renúncia de Jânio Quadros, a presidência caberia ao vice João Goulart, popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China. O presidente da Camara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo provisoriamente.
Porém, os grupos de oposição mais conservadores representantes das elites dominantes e de setores das Forças Armadas não aceitaram que Jango tomasse posse, sob a alegação de que ele tinha tendências políticas esquerdistas. Não obstante, setores sociais e políticos que apoiavam Jango iniciaram um movimento de resistência.
Leonel Brizola na defesa da legalidade
Campanha da legalidade e posse
O governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, destacou-se como principal líder da resistência ao promover a campanha legalista pela posse de Jango. O movimento de resistência, que se iniciou no Rio Grande do Sul e irradiou-se para outras regiões do país, dividiu as Forças Armadas impedindo uma ação militar conjunta contra os legalistas. No Congresso Nacional, os líderes políticos negociaram uma saída para a crise institucional.
A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram, enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro.
A posse de Jango
Bilhete renuncia de Jânio Quadros
Brizola, Jango e Janio





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