Hoje -13.12.11 - Dia Nacional do Forró
Viva o rei do Baião!
Viva o rei do Baião!
*bira di assis
O Rei do Baião fez vários shows na Avenida Presidente João Pessoa, em Cajazeiras.O Velho Lua!
Vi alguns shows do genial Luiz Gonzaga, em plena avenida Presidente João Pessoa, em Cajazeiras. As gambiarras varavam a avenida e muitas vezes o show acontecia em cima da carroceria de um caminhão, adaptado para ser um palanque político. O Velho Lua, encantava Cajazeiras. Eu me encantava também, é certo. Naquela época, infelizmente, não tinha a noção suficiente para saber que estava diante do enterro anunciado do forró de qualidade, do forró pé-de-serra. Não esperava viver, hoje, e lamentavelmente, esse tal de forró de “plástico”, descartável... Claro, ainda resta um pouco de esperança forrolística na face do planeta, Dominguinhos ainda está vivo! Ainda existem outros instrumentistas que foram totalmente influenciados pelo verdadeiro forró – o forró do Gonzagão. Mas nunca é igual. E todos eles sabem disso.
Falta a voz, a sanfona, a garra e o talento único do Gonzagão.
Assistir a um show do “Velho Lua” era como uma viagem nostálgica, inesquecível, um mergulho ao interior do Nordeste.
Hoje, 13.12.11, o Velho Lua, se vivo fosse, completaria 99 anos. A homenagem nossa (AC2B) e particularmente de um integrante da diretoria que (como muitos outros cajazeirenses) se encantou com o velho Lula Gonzagão nas noites maravilhosas de um forró autentico em plena avenida Presidente João Pessoa, coração de minha terra Cajazeiras.
(bira di assis)
Com a palavra o Rei do Baião:
Gostaria que lembrassem que sou filho de Januário e dona Santana. Gostaria que lembrassem muito de mim; que esse sanfoneiro amou muito seu povo, o Sertão. Decantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes. Decantou os valentes, os covardes e também o amor. (...) Muito obrigado.” Essas foram as últimas palavras proferidas por Luiz Gonzaga, o “ Rei do Baião” em sua última apresentação, no dia 06 de junho de 1989 no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Recife, onde recebeu homenagens de vários artistas do país.
Os causos do Gonzagão
Cantando acompanhado de sanfona, zabumba e triângulo, Luiz Gonzaga levou a alegria e a sexualidade das festas juninas e dos forrós de-pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Gilberto Gil e Caetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Giló (1949) e Baião de Dois (1950).
Nascido em Exu, interior de Pernambuco, filho do sanfoneiro seu Januário, o melhor sanfoneiro do sertão pernambucano, a quem tantas vezes homenageou, trabalhou na roça e animou os bailes da região com sua sanfona. Partiu para o Sul do país, em 1939, depois de ingressar no Exército e percorrer com o batalhão terras paraibanas, mineiras (onde conheceu o famoso sanfoneiro Domingos Ambrósio, que lhe ensinou mais sobre música) e paulistas. No Rio de Janeiro, deu baixa, disposto a ganhar a vida com a música. Freqüentou inicialmente os prostíbulos da zona do Mangue, tocando valsas, tangos e polcas. Em 1941, foi contratado no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Nacional, gravando, nos primeiros tempos, muita música instrumental e tentando encontrar um novo caminho no linguajar rural, compondo toadas.
Gonzagão e Gonzaguinha
Em 1946 Luiz Gonzaga compõe e grava: NO MEU PÉ DE SERRA, música que alavancou a carreira do artista nacional e internacionalmente, passando pela: Europa, EUA e Japão. A inspiração para outro grande sucesso de público, a música RESPEITA JANUÁRIO, veio de uma conversa que Gonzaga teve com o pai, Januário. Após uma grande turnê, Gonzaga decide rever a família e, ao chegar em casa, recebeu uma bronca por ter chegado pela madrugada em casa.
Em 1947 no mês de março, Gonzaga gravou a música Asa Branca, que foi inicialmente refutada pelo diretor. A música Asa Branca começou a receber diferentes interpretações e gravações em vários países, como Israel e Itália.
Em 1950 o Lua recebe dos paulistas o título de “Rei do Baião” que o consagra até nossos dias. Neste mesmo ano “Lua” grava também a toada Assum Preto e os baiões Qui Nem Jiló e Paraíba. Gonzaga neste período está no auge de sua carreira e, três anos mais tarde, ele grava mais três grandes sucessos: ABC do Sertão, Vozes da Seca e A Vida do Viajante.
O Rei do Baião faleceu no dia 02 de agosto de 1989, às 5h15, no Hospital Santa Joana, em Recife. O corpo de Luiz Gonzaga foi levado no carro corpo de bombeiros, passando por diversas ruas da cidade rumo ao Cemitério São Raimundo, local onde aconteceram as últimas manifestações de carinho, àquele que só foi alegria. O caixão desceu a sepultura depois que Gonzaguinha, Dominguinhos, Alcimar Monteiro e mais de 20 mil pessoas cantarem a música Asa Branca às 16:50min. Luiz Gonzaga foi embalado no seio da terra na sexta feira, no mesmo dia da semana, que ele nasceu. Uma outra coincidência é que ele morreu no amanhecer do dia, assim como ele nasceu no amanhecer do dia 13 de dezembro de 1912.
(Postado bira -pesquisa Net - Ac2B)


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