Almanaqueiras: ou não queiras.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fala, Bira Di Assis - Especial para o Setecandeeiros


Caríssimo amigo Dirceu,


Sempre tive vontade de escrever sobre a importância das crônicas do Dr. Rafael Holanda,  no seu Blog.  Aí vai um pequeno comentário.
Forte abraço.
bira
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As crônicas do Dr. Rafael Holanda.

Densa, memorialista,  fotográfica, gostosa de se ler... Assim é o que podemos dizer de cara das crônicas-mensagens escritas pelo Dr Rafael Holanda, publicadas no Blog Sete Candeeiros do Cajá.

Dr. Rafael Holanda


Sempre tive vontade de tecer comentários e muitas vezes parabenizá-lo  pelos verdadeiros achados históricos de alguns textos minuciosamente  relatados  vividos por nossa geração  e desbulhado de forma tão clara, tão concisa, que pelo detalhamento das situações e citações de nomes de pessoas (relembrando suas ramificações familiares) o  filho de Seu Domício Holanda  nos deixa com uma estarrecedora saudade de tempos bons, vividos, mesmo com algumas situações sofridas, mas viviiidos mesmo(!), na Carrazeiras dos anos 60/70.


A definição mais preciosa da palavra saudade,  privilégio de nossa língua, (que eu acho)  é de uma criança, quando afirma sem filosofar e de forma claríssima: Saudade é a vontade de ver de novo! 

Nas crônicas-mensagens do Dr Rafael ele nos deixa com a Cajazeiras que vivemos (nos anos 60-70) com o coração na mão e uma vontade enorme de afirmar:

Essa é a Carrazeiras que a gente quer viver de novo!  Mas,.. tudo é saudade! É a inexorável lei do tempo, que só vai...  E não volta jamais!


Como já disse, o  detalhamento da saudade  minuciosamente contada por este  grande médico que agora também se entrega e se integra, de corpo e alma,  ao  mundo das letras, contribuindo com uma invejável constancia ao blog do Dirceu,  vem qualificar ainda mais a importância do Blog Sete Candeeiros do Cajá,  com registros de nossas  estórias e causos e contribuindo para a história (ainda não devidamente escrita) da terra do Padre Mestre Rolim.


Marcelo Xavier, Rafael Holanda e Pirão. Ô três 'parêa' boa!


Ainda vou contar aqui neste espaço (e no Blog da AC2B) a primeira vez que vi nas mãos de Rafael Holanda um LP – * TWIST – que era a dança antecessora do Iê iê Iê – que junto com Marcelo Xavier e Pirão  (e amigos outros), ensaiavam passos do novo ritmo ao som de uma radiola portátil de plástico,  a pilha,  daquelas que abre  suas tampas que viram autofalantes... Estes jovens  se preparavam  para arrebentar com a nova dança na festa que se realizaria na mesma noite no Cajazeiras Tênis Clube.  Ôh tempão bom! Cajazeiras como sempre, em todos os tempos,  SEMPRE com muita ousadia!

Concluindo, no abraço final, fica um recado para o cronista amigo Dr. Rafael (que já faz um tempão que não o vejo) à moda carrazeirense: Continue iscrevendo muito, Doutor! Nós candeeristas gosta, e gostamos muiiiito!    Lá em cima,  Prof. Antonio de Souza, Cristiano Cartaxo, Deusdeth Leitão,... e tantos outros que estão ao lado de Deus  e  que escreveram, no seu tempo, a história de nossa terrinha, AGRADECEM!

Um forte abraço do Carrazeirense,

bira di Assis

* P.S (ainda gosto muito do P.S – Post-Scriptum  - do latim, significa literalmente "escrito depois") -  Quero fazer um esclarecimentos aos candeeristas que não viveram a  década de 1960. O ritmo TWIST  estendeu-se dos EUA para diversos países,  influenciando os jovens dessa época, por mais direitos e liberdade, tendo como principal divulgador desse estilo musical Chubby Checker.

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