Almanaqueiras: ou não queiras.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Eriston Cartaxo para os Setecandeeiroscaja

Mantenham os Candeeiros Acessos
(é proibido cochilar)
É preciso estar atento. Sempre! Para pisar no solo árido e movediço de nossa querida Cajazeiras é preciso, antes de tudo, estar calçado de coturno, armado e vestido com as armas e as roupas de Jorge.



De prontidão. Sempre!

Quando ainda funcionava a agencia do Banco do Nordeste na Praça João Pessoa, a sua escadaria de acesso era tomada por ‘asilados’ sedentos por fofocas de última hora. Essa escadaria da maledicência, como se não bastasse, ainda recebia ‘gaiatos’ oriundos de várias outras partes da cidade. Essa reunião de desocupados costumava varar a madrugada. Porém, o que tornava esse encontro duradouro não era a pluralidade de assuntos que por lá circulava, e sim o medo que todos tinham de se ausentar, pois sabiam serem potenciais vítimas de comentários nada elogiosos por parte da ala remanescente. Todos resistiam até as últimas forças. Mas quando as estórias ficavam repetitivas, o lero-lero desinteressante, era sinal de que o circo realmente tinha que ser desarmado. Daí, para que essa barreira invisível fosse rompida era necessário surgir alguém com espírito mais despojado para pedir ‘arrego’ e arrancar o apoio de todos:

“homi, vamos todos ‘simbora’ d’uma vez e deixar o resto da conversa pra amanhã”.


Pronto. Era tudo o que se queria. A ‘móia’ imediatamente se desfazia, cada qual pro seu canto, cada um pro seu lugar. Até hoje essa correlação de desconfiança por lá persiste. Todo o indivíduo dotado de uma dosagem maior de malandragem bota a pontinha do pé no terreno antes de prosseguir.

Aqui nos “Setecandeeiros” não é diferente. Tem que ter cuidado. Carece ter atenção.

Saibam que aqui é a extensão, a sucursal, a filial de Cajazeiras. Todos serão sempre bem-vindos. Entretanto, meu caro leitor, antes de pisar nesse terreiro abençoado por Neném Labirinto e sacramentado por Mané Bugari é preciso estar atento e forte, como dizia o hino da Tropicália.

Aqui bebe-se, cheira-se, fuma-se e respira-se Cajazeiras o tempo inteiro.

O Blog não contém receita. Mas, contrariando o poeta, para viver Cajazeiras é preciso pouca seriedade e muito riso.


Agora, se vê que não aguenta... Não inventa!

Eriston Cartaxo - é cajazeirense e filho de Eudes  Cartaxo.







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