O fato de que eu esteja me sentindo mais irônico do que irritado em relação à mesmíssima coisa neste momento demonstra até que ponto minha idade foi me impregnando, com o inevitável declínio das expectativas e do zelo pedagógico que costuma emoldurar o avanço dos anos.
A morte recente de meus dois principais mentores intelectuais, políticos e pessoais, provocou tristeza e sentimento de perda, bem como resignação e um certo desejo teimoso de prosseguir.
Não se trata, absolutamente, de ser otimista: antes de manter a fé no processo em curso, literalmente infinito, de emancipação e esclarecimento que, em minha opinião, dá razão e sentido à vocação intelectual.
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