Alamanaqueiras: ou não queiras.

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Artrópodes articulando.

terça-feira, 4 de abril de 2017

são tantas coisinhas miúdas...

Julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer deve durar, no mínimo, quatro ou cinco meses 

Painel da Folha


Senhor do tempo 

O julgamento que pode levar à cassação do mandato do presidente deve se estender por, no mínimo, quatro ou cinco meses, apostam políticos e advogados que acompanham o caso. Iniciado nesta terça (4), deve ser interrompido a pedido das defesas de Dilma Rousseff e de Michel Temer. Só essa jogada garantirá, na prática, 21 dias de suspensão. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, viaja a Portugal dia 10 e lá permanece até dia 20. Em 22, vai à França acompanhar as eleições. Retorna dia 25.

Plano A 

Auxiliares do presidente Michel Temer dizem que a equipe do peemedebista ficaria “muito surpresa” caso o TSE não acate pedido para conceder à defesa cinco dias de prazo para a juntada de documentos que possam contraditar acusações feitas, por exemplo, por delatores da Odebrecht.

É comigo? 

O governo decidiu dar tratamento ordinário ao julgamento do TSE. “Não há mobilização sobre isso. Estamos vivendo um ambiente de normalidade”, diz Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência.

Alinhado 

Autor da ação que hoje coloca em risco o mandato de Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) adota linha semelhante à de Fernando Henrique Cardozo e diz que “o melhor para o país é que Temer conclua o mandato fazendo as reformas que colocou em pauta”.

Comigo não morreu 

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se desvencilhou da crise entre o colega Renan Calheiros (PMDB-AL) e Michel Temer.

Vai que é sua 

A quem o perguntou sobre a desavença entre o líder do PMDB no Senado e Temer, respondeu: “Renan é um problema do Planalto, do presidente do partido e da Casa Civil”. E no Senado? “Quando houver divergência, resolvemos no voto.”

Com lupa 

O Senado aprovou uma autorização para o TCU (Tribunal de Contas da União) fazer uma auditoria na dívida pública brasileira.

Patrono 

O requerimento, do senador Álvaro Dias (PV-PR), foi aprovado sem alarde em novembro de 2016. Na última quarta (29), o plenário do TCU autorizou a instalação da auditoria. O relator do caso será Aroldo Cedraz. Dilma e Temer vetaram iniciativas semelhantes, incorporadas em projetos de lei.

Sinal amarelo

Diante das especulações em torno de uma candidatura de João Doria em 2018, pessoas próximas ao governador Geraldo Alckmin sugeriram que ele volte sua atenção para Brasília e tenha por lá um articulador de confiança de sua pré-campanha a presidente.

Olha eu aqui 

Entre os nomes propostos estão o do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) e do ex-ministro do TCU José Jorge, que foi candidato a vice de Alckmin na eleição presidencial de 2006.
Do lado de que cá A possível candidatura de Doria a presidente virou um cabo de guerra dentro da Prefeitura de São Paulo. De um lado, o vice Bruno Covas e os secretários Julio Serson e Anderson Pomini defendem que o prefeito concorra em 2018.

Do lado de lá 

Na outra ponta, o secretário de Governo, Julio Semeghini, homem de Geraldo Alckmin no governo paulistano, comanda o grupo que tenta convencer Doria a adiar a ideia.

No tribunal 

Funcionários demitidos da SPTuris, empresa municipal de turismo, vão entrar com uma ação no Ministério Público do Trabalho, nesta quarta-feira (5), cobrando da prefeitura paulistana o pagamento de indenizações de aviso prévio e multas de 40% do FGTS.

Veja bem 

O grupo alega que pessoas dispensadas em janeiro receberam toda a rescisão. Procurada, a assessoria da SPTuris afirmou que os novos demitidos não eram concursados e, portanto, não têm garantidos tais direitos.

TIROTEIO

Votar a reforma da Previdência de Michel Temer é suicídio político. Até Renan Calheiros já viu isso e está caindo fora.
DE BETO ALBUQUERQUE, vice-presidente do PSB, defendendo que o seu partido junte-se ao senador peemedebista e faça oposição à proposta do governo.

CONTRAPONTO

Ato nem tão falho

Durante evento nesta segunda-feira (3), em que o governo paulista e a Prefeitura de São Paulo retomaram o programa de despoluição Córrego Limpo, parado desde 2007, o governador Geraldo Alckmin puxou de canto o prefeito regional de São Miguel Paulista, Edson Marques, para lhe fazer um agrado.

— Sabe que você é o segundo melhor prefeito que conheci, não é? Só perde para o de Pindamonhangaba — disse Alckmin, em referência à sua cidade natal.

O vice-prefeito Bruno Covas, que escutava a conversa de canto, não resistiu e se intrometeu, aos risos:
— Bom saber, governador. Vou contar para o João Doria!

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