Alamanaqueiras: ou não queiras.

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Artrópodes articulando.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

se você concordar com um ou mais dos juízos políticos abaixo, esteja certo de que alguma coisa você tem em comum com o autor da chacina de Campinas.

  
Wilson Gomes

UM ASSASSINO E XII DOGMAS POLÍTICOS BANAIS

2016 não podia ir sem que alguém lavrasse o epitáfio do estado de confusão política e espiritual em que fomos lançados desde, pelo menos, 2013. E ele veio da forma mais imprevisível, na grotesca carta de justificação de assassinato coletivo e premeditado.

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Não vou ficar fazendo o jogo fácil de colocar nas mãos de quem quer que seja o sangue dos mortos. Mas, pelo teor político das justificações do assassino, certas ilações são inevitáveis. Entretanto, mais importante de que buscar culpados pelas tragédias, em minha opinião, é entender o que nos une e nos separa daqueles que as perpetram. Da mesma forma, não gosto de pensar que sujeitos que fazem coisas desta natureza sejam um ponto excessivamente fora da curva. Em geral, são pessoas bastante banais, para as quais as circunstâncias (inclusive as mentais) e o próprio engenho oferecem meios e oportunidades para fazer coisas fora do comum.

Para mim, é simples. Há mais coisas entre nós e o autor da chacina do que gostaríamos de crer. Como se pode ver, ele defende um monte de proposições banais, dessas que encontramos cotidianamente, nas bocas que consideramos mais inocentes ou inócuas. Nada de "extrema isso ou aquilo", nada de vistoso, nada de espetacular. A banalidade.
De toda forma, o fato é este: se você concordar com um ou mais dos juízos políticos abaixo, esteja certo de que alguma coisa você tem em comum com o autor da chacina de Campinas. Talvez mais do que "alguma coisa". Pense nisso.

I. Bandidos presos são tratados no Brasil com mordomias, enquanto o trabalhador é punido com impostos e obrigações;

II. Os bandidos são defendidos e cuidados pelos representantes dos Direitos Humanos; os cidadãos de bem, não;

III. Família de policial morto não recebe tantos benefícios quanto família de presos;

IV. As leis deste paiseco de merda são para favorecer bandidos e bandidas;

V. O sistema legal brasileiro é feminista e contra os homens;

VI. Muitos pobres morrem no chão dos hospitais para manter políticos na riqueza e no poder;

VII. Há mulheres e há vadias, quem odeia vadias não é machista;

VIII. Não há que se respeitar vadias;

IX. No Brasil, as vadias são protegidas e proliferam ao abrigo da Lei Vadia (sic) da Penha;

X. A justiça brasileira é um lixo, "igual ao Lewandowski, um marginal que limpou a bunda com a Constituição no dia que tirou outra vadia do poder (sic)";

XI. Até os presidentes do país são bandidos, ninguém é por nós;

XII. Todo homem tem um limite, e às vezes fazemos uma loucura "por justiça, dignidade, honra e o direito de ser pai".

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