
Wilson Gomes
De te fabula narratur
Dilma aguarda em agonia, no corredor da morte, a sua execução. O seu julgamento aconteceu lá atrás, em algum momento entre 2015 e 2016, quando perdeu a maioria no Congresso.

Foi considerada culpada de ter vencido, de novo, uma eleição que não merecia. Como em um absurdo e kafkiano processo, acusações, provas, autos, argumentos, leis, nada tem o poder de afetar ou incomodar o veredito. Será sentenciada, inexoravelmente. E cada verdugo enunciará, a bel-prazer e sem compromisso com a peça acusatória pretextual, o crime pelo qual a abate. Uns dirão que ela sujou, a montante, a água que ele bebia. Outros dirão que ela está existindo alto demais. Alguns mencionarão até, vejam que despautério, que a prática de crime de responsabilidade um dia esteve em questão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário