Almanaqueiras: ou não queiras.

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

“Crônica de uma morte anunciada”

Farra com ‘Gabo’ na Macondo dos botecos

POR XICO SÁ

gabo

Deixa eu me amostrar um pouco. Repare que momento especial. Nunca estive tão bem na foto. Com o Gabo* no bar Jabuti, ali no Hipódromo, Recife, nas cercanias das Repúblicas Independentes do Arruda.

Jabuti, senhores, é uma espécie de Macondo dos botecos. Lá o realismo é sempre mágico.

E dá-lhe Bela celebração da existência, em uma festa do Inox, bloco dos coroas e das belas amigas afilhadas de Balzac.

Grande dia, meu caro Gabo.

O motivo deste post-homenagem, porém, não é apenas o amostramento e orgulho.

Venho por meio desta dizer que meu Gabriel García Márquez preferido é o de “Crônica de uma morte anunciada”.

Isso não quer dizer que a leitura de “Cem anos de solidão “ não tenha sido um dos meus melhores assombros e comoções com a literatura.

Li o Crônica em um momento muito rico de descobertas, matuto do Cariri desbravando a capital pernambucana –eu vi o mundo e ele começava no Recife, meu caro Cícero Dias.

Foi uma leitura em um grupo de estudos. Como é bacana essa coisa de grupo de estudos. Saudade desses coletivos.

Lembro que Fred Zero Quatro, já com o seu Mundo Livre S/A , ficou tão chapado com o livro que fez uma letra na hora. Virou um clássico underground dos anos 80. Pelo menos na nossa turma, não é, caríssimo Renato L.?

Em um refrão furioso e com acento punk, Zero Quatro anunciava a morte sangrenta, a facadas, do jovem Santiago Nasar, crime cometido pelos irmãos de Angela Vicario. Santiago havia “desonrado” a moça.

Alguém teria gravado essa relíquia?

E não pense que estou estragando sua futura leitura, meu jovem. Desde as primeiras linhas a gente fica sabendo a desgraça que irá acontecer. Eis o charme da narrativa.

Recomendo deveras. Para quem gosta de ler e ainda mais para quem escreve ou pretende ser escritor. É uma grande lição.

E você, amigo(a), qual seu Gabo de estimação?

*O Gabo da foto, em foto de Poly Camarotti, é apenas um sósia, mais jovem, do escritor colombiano. Renomado boêmio da zona norte do Recife, Ruy Cabeleireiro é uma figuraça e ainda não leu seu  irmão gêmeo.

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