Almanaqueiras: ou não queiras.

Almanaqueiras: ou não queiras.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Se a mulher resolver abrir a boca o "Congresso" vai abaixo

Programa de luxo custava até R$ 10 mil para políticos e empresários

Após seis meses de investigação, a Polícia Civil do DF derruba três núcleos de prostituição em atuação no Distrito Federal. Os grupos usavam sites para anunciar mulheres que tinham como clientela políticos e empresários renomados.

Amanda Maia - C. Brazilienze


Edição/247 Fotos: Folhapress | Reprodução:


Como sempre acontece a cada vez que o nome de Mary Corner surge no notícias, muitos políticos entram em estado de tensão. Com famílias em suas cidades de origem, eles passam boa parte do tempo na capital federal sem suas esposas, o que cria a oportunidade para o desfrute de serviços como os oferecidos pela agenciadoras. "Todo mundo sabe que eu não faço mais isso", tem repetido Mary Corner em suas últimas entrevistas. A policia, como se vê pela sua prisão, não acredita nessa versão. Ela poderá responder a processo por favorecimento à prostituição e rufianismo, ato de se aproveitar de prostitutas."

Brasil 247

Promessa de visibilidade, dinheiro e uma vida regada a viagens, joias e carros luxuosos levam garotas de programa a se vincularem a redes de prostituição, nas quais o principal objetivo é o enriquecimento ilícito dos aliciadores. Atraídas pelo alto preço cobrado nos encontros e pela produção profissional de fotografias e sites de divulgação, elas aceitavam se submeter à divisão dos lucros com os chefes, cafetões e cafetinas. Na lista de clientes cativos, figuram políticos e empresários, tornando a capital o cenário perfeito para a prática.

Um esquema milionário acabou desarticulado na manhã de segunda-feira (2/12) após seis meses de investigação. A Operação Red Light — em referência ao distrito de Amsterdã famoso pela atividade — resultou na prisão de nove pessoas envolvidas no aliciamento de mulheres. Entre os presos, estão o PM Alexandre Nunes dos Santos e Jeany Mary Corner, uma das chefes da organização, citada na Operação Afrodite, em 2008, e na CPI dos Correios, em 2003. A polícia identificou três núcleos criminosos interligados. O de Jeany e os de Vilma Nobre e de Marilene Oliveira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário