Morreu neste sábado, 30 de novembro, às 8:30h, de falência múltipla dos órgãos, aos 90 anos, o bispo emérito da Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda (RJ), Dom Waldyr Calheiros Novaes.

Ele estava internado há duas semanas, com infecção pulmonar desde o início do mês na UTI do hospital da Unimed Volta Redonda - RJ.
O corpo está sendo velado na igreja Nossa Senhora da Conceição, no Conforto. A missa de exéquias está marcada para segunda-feira, 2 de dezembro, às 15h, e será celebrada pelo bispo diocesano, Dom Francisco Biasin.
Histórico
Dom Waldyr Calheiros, nasceu em Muricy (AL) em 28 de julho de 1923, filho de Modesto e Maria Novaes.
Estudou Filosofia no Seminário Maior de Maceió (AL) e Teologia no Seminário São José, no Rio de Janeiro.
Na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde foi ordenado sacerdote em 25 de julho de 1948, foi professor, diretor espiritual e vice-reitor do Seminário São José, e pároco da Paróquia São Francisco Xavier (1956-1964).
Nomeado pelo Papa Paulo VI como bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi sagrado bispo em 1º de maio de 1964, pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara, escolhendo o lema: “Amém, Aleluia”
Na Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda, onde exerceu o ministério episcopal de 8 de dezembro de 1966 a 17 de novembro de 1999, foi grande incentivador das CEBs e movimentos populares e pastorais sociais.
Defensor dos pobres e marginalizados
Dentre outras iniciativas, se destacou como o ‘Bispo da Juventude’, especialmente nos anos da Ditadura Militar e na organização da Pastoral da Juventude na diocese e no Brasil.
Ficou conhecido ainda pelo por seu engajamento nas lutas sociais em favor dos menos favorecidos, como o movimento dos posseiros e o movimento sindical.
Dom Waldyr jamais negou abrigo e apoio a todos os perseguidos políticos que buscaram sua ajuda. Lutou desde sempre pelos direitos dos trabalhadores e de todos os segmentos oprimidos da população brasileira, estendendo o seu apoio também às lutas de outros povos pela liberdade e pelo fim da exploração econômica da força de trabalho.
Dom Waldyr teve atuação marcante no triste episódio do dia 9 de novembro de 1988, quando as tropas do Exército invadiram a Companhia Siderúrgica Nacional, matando três operários e deixando outros 40 feridos.
Reconhecimento
Foi condecorado em novembro de 1999 com a Medalha Tiradentes pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. No dia 21 de novembro de 2007 foi homenageado com a Medalha Mérito Legislativo pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
A história de vida e pastoreio de Dom Waldyr foi publicada no livro “O Bispo de Volta Redonda”, pela Fundação Getúlio Vargas.
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