Almanaqueiras: ou não queiras.

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sábado, 7 de março de 2015

pronto. tá falado.

Agora há pouco, um sujeito publicou nos comentários do post anterior uma imagem com o objetivo aparente de me atacar e/ou apontar uma "incoerência" em minha visão de mundo. Peço licença para compartilhar a tal imagem logo abaixo.


Pablo Villaça


Ainda que exponha a falta de talento de seu autor com o photoshop e mesmo um nível de maturidade inferior ao dos filmes de Rob Schneider, a imagem em questão é incrivelmente ilustrativa ao escancarar a maneira anacrônica, tola e ignorante com que esse pessoal encara o conceito de "ser de esquerda". Não é à toa que estão tentando transformar o termo "esquerdista" em palavrão (dica: enviar mensagens com "Seu esquerdista!" não funciona se seu objetivo é me insultar; considero-me elogiado): a visão que têm da esquerda parece saída daqueles filmes de propaganda produzidos pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria e que plantavam na mente da população um verdadeiro pânico diante da "ameaça vermelha".

(Aliás, um sujeito veio dizer que os líderes de esquerda da América Latina seguem a cartilha deste "comunismo ultrapassado". Não, não seguem. É aí que entram a mídia e a oposição em sua tentativa de despertar a paranoia do cidadão médio. O PT hoje é tão "comunista" quanto os Democratas norte-americanos.)

Então, o que é "ser de esquerda"?

É ser a favor de uma sociedade que se preocupe com quem tem menos, não ser contra quem tem mais.

É pensar além do próprio umbigo, além da própria classe social.

É perceber que criar políticas sociais é algo fundamental.

É entender que mulheres, negros e homossexuais não querem "direitos exclusivos"; querem igualdade. É não temê-los.

É reconhecer que a mulher manda no próprio corpo (TODOS deveriam saber disso, mas...).

É saber que a vida sexual do outro não é assunto meu (desde que, claro, se tratem de adultos e com consenso.).

É não acreditar que os direitos das grandes corporações se sobrepõem aos direitos do cidadão.

Ser de esquerda, portanto, só é palavrão se você acredita que o mundo deve girar ao seu redor.

Para finalizar, ao escrever que minha preocupação é "ganhar dinheiro como crítico de cinema", o tal sujeito comprovou que, além de não entender o que é esquerda, também não entende nada sobre a crítica cinematográfica. Infelizmente.

Droga.


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