Almanaqueiras: ou não queiras.

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domingo, 30 de novembro de 2014

Bum!!!

Cartas falsas


Parabéns à presidente Dilma. Não é uma adversária que se possa menosprezar

Depois de um tempão, passei pelo Bar K e fui apresentado a um figuraço, filho de mãe cearense e pai sueco, Raimundsson Notatborg. Logo após a apresentação, saiu-se com uma ótima:

— Aécio tinha uma contribuição muito boa para o país: a primeira-dama, mulheraço de sorriso sereno que, paradoxalmente, provoca taquicardia em homens como eu.

Tá certo.

Bom, parabéns à presidente Dilma. Não é uma adversária que se possa menosprezar. Derrotou uma estrondosa coligação de forças heterogêneas, semanários golpistas, partidos de duas ou mais caras e, é preciso não esquecer, vaias em estádios e a desclassificação do Brasil por 7 x 1, embora a culpa do vexame caiba aos Três Patetas: Marin, Felipão e Parreira.

Não tenho competência para palpites sobre futuros ministros da Fazenda e do Planejamento. Agora, tem um lance em que posso pitacar adoidado. Refiro-me ao MinC. Presidente Dilma: a senhora deve ter um “leque” de nomes. Então, faça um favor a si mesma e aos criadores de cultura: descarte logo a parlamentável conhecida por suas rasteiras e puxões de tapete, além da apropriação de projetos alheios, como aconteceu no caso do Instituto Henfil (um petista glorioso). Sendo a senhora ex-guerrilheira e de esquerda, não abrigue no governo um vendilhão feito o interino, quinta-coluna a serviço do que a internet tem de pior, elemento infiltrado da rainha-tirana em seu vergel, com visão pretensamente igualitária para o futuro (dos que pertencem a seu clã). Não permita essa chacota macabra com os criadores de cultura.

Outro fenômeno que chama atenção é o crescimento do neofascismo, com apologistas da tortura e do assassinato promovendo convescotes de trabuco na cintura. Todo cuidado é pouco. Vejam o documentário da HBO “O ato de matar”. Cafetões decadentes, de óculos escuros (marca registrada) e roupas espalhafatosas, contam sorridentes como ajudaram, a pedido do Exército indonésio, a matar mais de um milhão de pessoas, simpatizantes do comunismo, com o beneplácito (fazem questão de deixar isso bem claro) das grandes democracias ocidentais. Narram, alegremente, bêbados e drogados, como mataram a pauladas, pontapés, garrotes improvisados com arames e tábuas de caixotes. Exibem os lugares que ficaram encharcados de sangue, entupidos de corpos. E continuam rindo. Só que o filme termina com um dos assassinos vomitando, provavelmente pela cirrose que, espero, o matará com muito sofrimento.

As eleições foram ótimas. Aprendemos que a Rede de Marina tem mais furos que a touca de Alberto Roberto; que os Verdes são biliosos e só estão preocupados com seu quintalzinho de erva; que PPS significa Partido Paleolítico Senil e que marcha, garboso, ao lado dos neofascistas contra os trabalhadores; que o PSB é o Partido Sobrevoa (e) BUM!

Enquanto isso, continuamos aguardando indiciamento e/ou julgamento pelas roubalheiras que os tucanos praticaram desde o mensalão do Azeredo ao assalto dos trens metropolitanos de São Paulo.

Aldir Blanc é compositor

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