TAYLOR CAMP
No Havaí dos anos 70, o sonho de uma comunidade sem regras, onde todos eram livres para andar nus e morar em árvores
Trip
Numa praia do Havaí nos anos 70, um grupo de estudantes, ambientalistas, surfistas e veteranos de guerra fundaram Taylor Camp, uma experiência antropológica em busca de um novo jeito de ocupar este mundo. O acampamento foi desfeito, mas seus ideais de uma vida mais frugal continuam ecoando por aí.
Uma praia com areias brancas e águas cristalinas, rodeada de floresta tropical, cachoeiras, rios e encostas esculpidas por lava vulcânica. Ali, homens e mulheres andam nus, moram em casas sobre as árvores, plantam o próprio alimento e realizam festas regadas a todo tipo de substâncias – lícitas e ilícitas. Sonho? O paraíso hippie existiu e seu nome era Taylor Camp, uma comunidade criada no final dos anos 60 no litoral norte da ilha de Kauai, considerada por muitos a mais bela do arquipélago havaiano. De 1969 a 1977, centenas de ambientalistas, ativistas de direitos civis, veteranos de guerra e surfistas vindos da Califórnia, de Nova York e da Flórida se mudaram para o local para viver dias de utopia. No auge, a comunidade chegou a abrigar mais de 350 pessoas, que acabariam expulsas pelo governo para a criação de um parque estadual.
“Taylor Camp foi o ápice da fantasia hippie realizada num dos locais mais bonitos do planeta”, afirmou à Trip o fotógrafo e escritor americano John Wehrheim, autor dos retratos em preto e branco que ilustram estas páginas. Nos anos 70, quando trabalhava para a ONG ambientalista Sierra Club, John foi enviado ao Havaí e escreveu uma série de reportagens chamada “Paraíso perdido”. As imagens da comunidade hippie foram feitas principalmente no ano de 1975. Em 2009, o fotógrafo lançou o livro Taylor Camp (ed. Serindia) e produziu o documentário de mesmo nome dirigido por Robert Stone, em que ex-moradores relembram seus dias de idílio 30 anos depois.(...)
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