Almanaqueiras: ou não queiras.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Tem filho do "Major Chiquinho" brilhando no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Atores paraibanos brilham no Festival do Cinema em Brasília
Presença nordestina também se fará presente no curta de animação Deixem Diana em Paz

Correio da Paraíba 

Os pobres diabos

Não há nenhum filme paraibano no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, aberto nesta terça-feira (17), mas nem por isso a Paraíba ficará de fora do festival. Nesta quarta-feira (18), na primeira noite das mostras competitivas de longas e curtas, três atores paraibanos estão no elenco do longa-metragem Os Pobres Diabos, do veterano diretor cearense Rosemberg Cariry.

São eles: Nanego Lira, Zezita Matos e Everaldo Pontes. Este último tem destacada participação ao lado de Chico Diaz e Gero Camilo como atores principais do filme que conta a história do mambembe Gran Circo Teatro Americano que perambula por pequenas cidades dos sertões até chegar a Aracati-CE, onde monta uma peça teatral.

No cotidiano do circo, acontecem aventuras em que os personagens agem ao modo picaresco dos anti-heróis da literatura de cordel e do romanceiro popular. As dificuldades se acumulam, mas a arte ajuda a superar as mais diversas desventuras e tragédias. O espetáculo não pode parar.

A presença nordestina também se fará presente no curta de animação Deixem Diana em Paz, direção de Julio Cavani, jornalista pernambucano que, esse ano, passou para o outro lado das câmeras e estreia como cineasta no festival.

CRÍTICA: Filme sobre Sebastião Salgado não empolga

Exibido ‘hors concurs’ na noite de ontem, o filme Revelando Sebastião Salgado, paradoxalmente ofusca mais que revela da trajetória do consagrado fotógrafo brasileiro que, entre outras façanhas, documentou o atentado ao ex-presidente americano Ronald Reagan na década de 1980.

A condução do filme peca ao se deixar envolver demasiadamente com o personagem, gerando uma perigosa relação de empatia entre documentarista e seu objeto de documentação (o fotógrafo, claro). É uma situação que, vez ou outra, se revela recorrente em documentários sobre determinadas personalidades. O diretor tem pela frente um personagem de uma tal densidade e/ou grandiosidade, seja como persona midiática e, principalmente, pela dimensão artística indiscutível, que se rende, torna-se refém do mesmo.

Não diria que se trata de um filme institucional, mas há, sim, um clima que oscila nessa direção na medida em que o fotógrafo não chega a ser questionado sobre absolutamente nada, nem do ponto vista estético, nem ético e nem tampouco técnico de seu exercício profissional.

Ao fotógrafo é dada a palavra e ele estabelece sua própria linha narrativa que, por sua vez, ‘carimba’ e contamina a edição final da diretora. Se não chega a ser efetivamente institucional, o longa é, essencialmente, um documentário de padrão convencional e, fundamentalmente, hagiográfico; aquele em que o personagem é maior que o filme, ou seja, onde se acentua muito mais a mitificação em torno da grife Sebastião Salgado, e não o seu desnudamente.

Se também o filme é, em alguns momentos, excessivamente didático, o fato não deixa de constituir-se como mérito e com boa perspectiva de inserção, afinal, pode se transformar em excelente produto para veiculação em televisões públicas, educativas ou universitárias, e mesmo em sala de aula cujo uso pedagógico será bem-vindo.


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