Alamanaqueiras: ou não queiras.

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Chico está melhor que nunca, numa música que mostra todo seu vigor como artista genial que sempre foi.

  
  Linaldo Guedes

O amigo Eriston Cartaxo pede para eu escrever algo sobre a nova canção de Chico Buarque.
Pois é, acordei escutando “Tua cantiga”.
Aliás, desde a semana passada que estou sempre escutando essa canção, amigo.
Uma música com letra no estilo das antigas cantigas de amor, com todos os ingredientes daquele estilo poético.
A figura da amada idealizada, o poeta como fiel vassalo, o amor como objeto de sonho.
Mas seria apenas uma cantiga de amor, não fora Chico o compositor.
Sendo Chico, coloca-se pitadas do inusitado. O amor é maduro, sim, amigo, mas um amor entre duas pessoas comprometidas com outros amores/desamores. A musa, no caso, tem uma “vigia” (que nome para definir o marido da outra!), o poeta largaria tudo por ela, num arrebatamento juvenil, apesar da idade, e romântico a ponto de alcançar o lenço caído, e consequentemente a musa.
Chico está melhor que nunca, numa música que mostra todo seu vigor como artista genial que sempre foi.
Hoje acordei pisando em plumas!
Hoje acordei “tua cantiga”!
Hoje acordei Chico Buarque!

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