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quinta-feira, 20 de abril de 2017

são tantas coisinhas picudas

Com caciques implicados na Lava Jato, PSDB convoca prefeitos jovens para defender legado


PAINEL

Deixo em suas mãos

Na admissão mais explícita de que seus líderes históricos sofreram avarias sérias com a Lava Jato, o PSDB paulista fez nesta quarta (19), a portas fechadas, reunião com seus jovens prefeitos e deputados para traçar um plano de reorganização interna e proteção do legado do tucanato. Dirigentes da sigla pediram que os novos quadros não abandonem a defesa de nomes como o governador Geraldo Alckmin, mas atuem para impedir que o partido “seja enterrado na mesma vala do PT”.

O cara 

A reunião ocorreu no mesmo dia em que pesquisas trouxeram o prefeito João Doria à frente de Alckmin e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em sondagem sobre 2018. Em privado, alckmistas admitem que, se a escolha tivesse que ser feita hoje, Doria seria o candidato do PSDB ao Planalto.

Divã 

Presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias chegou a dizer que, pode-se investigar a campanha de Alckmin por caixa dois, mas não colocá-lo “no mesmo saco de Sérgio Cabral, que botou R$ 100 milhões no bolso”. Segundo relatos, ele criticou a imprensa, a quem acusou de nivelar todos por baixo.

Motivacional 

Por sugestão do prefeito Orlando Morando, de São Bernardo do Campo, o PSDB vai enviar uma carta a todos os seus filiados no Estado, pedindo uma defesa altiva do partido, dizendo que ele “combateu e combate a corrupção”.

Cuidando de casa

Aécio Neves (PSDB-MG) decidiu não ir a Brasília esta semana para, em Belo Horizonte, organizar sua defesa na Lava Jato. Aliados do tucano reconhecem que, no cenário de hoje, ele teria dificuldade até para se reeleger senador.

Para ela 

já chegou Marina Silva (Rede) publicou mensagem nas redes sociais na qual exalta não ter sido citada na Lava Jato. Atuando para trazer nomes do Judiciário para sua chapa em 2018, foi apresentada ao coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Sem refresco 

Com o pedido de vistas ao polêmico projeto de abuso de autoridade, o Vem Pra Rua usará os próximos dias para pressionar os senadores a não aprovarem a proposta. O grupo divulgou na internet nomes, telefones e e-mails de parlamentares que já se posicionaram a favor do projeto.
Dia D O presidente Michel Temer vai participar pela primeira vez do Dia do Diplomata, evento importante para a chancelaria. Em seu discurso, dirá que sua política internacional é pautada “pelo ativismo lúcido”, para se contrapor à gestão petista.

Poderoso 

Chefe do cerimonial da Presidência, Pompeu Andreucci Neto conseguiu regalia que foi negada até à primeira-dama. Pediu, e obteve, o upgrade de seu veículo oficial: andava de Focus e queria um Ômega. Marcela Temer também tentou mudar o carro, mas teve o pedido negado.
Bronca Já na noite de terça (18), logo após a derrota do governo na votação pela urgência da reforma trabalhista na Câmara, os ministros do PPS, Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), enquadraram o líder e a parte infiel da bancada.

Política de resultado 

A cobrança surtiu efeito. Nesta quarta (19), quando a urgência foi aprovada, os oito deputados do PPS votaram a favor.

Estremeceu 

Embora tenha dado a vitória ao governo, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) saiu desgastado das negociações para recolocar em pauta o pedido de urgência da reforma. Foi chamado de “novo Cunha”.

Telemarketing Relator da proposta, Rogério Marinho (PSDB-RN) ficou diante do painel que marcava a presença dos deputados e começou a ligar repetidamente para os aliados que não haviam chegado no plenário.

TIROTEIO

O PPS faz parte do governo Temer. Não podemos fugir das responsabilidades que criamos ao aprovar o impeachment.
DO DEPUTADO ALEX MANENTE, vice-líder do PPS, sobre a infidelidade do partido na primeira votação de urgência da reforma trabalhista.

CONTRAPONTO
Muy amigo

Nesta quarta (19), durante sessão da comissão que analisa o projeto sobre o abuso de autoridade no Senado, Magno Malta (PR-ES) pediu a palavra para defender um pedido de vista da proposta, mas acabou constrangendo um colega com sua argumentação.
— Acho que cabe vista, até porque a situação que estamos vivendo não está só de cair o queixo, está de cair até os dentes — disse, e emendou:
— Está aí o senador Hélio, que não me deixa mentir —, concluiu, numa referência ao colega Hélio José (PMDB-DF), que virou meme na terça (18) ao perder a dentadura enquanto fazia um discurso transmitido ao vivo pela TV.

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